Oração Missionária
das 20:00h às 21:00h
na Catedral da Paz
Missª. Luciana
Ministério de Oração
das 6:00h às 6:40h
Às 19:30h Culto da Família
Pr. Presidente: Ary Dantas
Grande culto de Libertação
apartir das 19:30h
Pr. Lamartine
Ensaio do Ministério de Louvor
das 19:30 às 20:30h
Líder: Maurício Carvalho
Escola Bíblica às 17:30 h
Superintendente:
Pr. Ubiratan Ferreira
Grande Culto do +1 dos Jovens das 10:00 às 11:00
Líder de Jovens: Abraão
Grande Culto da Família
às 19:30h às 21:00h
Jesus mencionou qual geração veria sua volta e o cumprimento de muitas outras profecias proferidas no sermão do monte das Oliveiras. Afinal que geração é essa?
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Secretaria:
(66) 3497-1747
O conflito no Oriente Médio tem levado a constantes questionamentos do direito do povo judeu à terra de Israel. Por isso, é importante refletir sobre as origens bíblicas do sionismo e sua concretização histórica no século passado, bem como avaliar seu significado atual e futuro.
Uma pesquisa entre jovens alemães a partir de 14 anos revelou que as pessoas engendram alguma mentira a cada oito minutos. O mais difícil para nós realmente é obedecer com a língua, não é mesmo?
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A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS FAMILIARES
Por quê GFs? Antes da fundação do mundo o Senhor Deus projetou que sua família estivesse ativa no Templo e nos lares fazendo a sua Obra.
Desfrutamos do melhor de Deus quando compreendemos a harmonia entre o culto no Templo e as Reuniões nos Lares, um completa o outro, só teremos vida abundante se formos ativos no Templo e nos Grupos Familiares.
Grupo Familiar não é uma opção ou uma sugestão, Deus em sua onisciência e perfeição, projetou cada forma de convívio da Igreja, a fim de gerar vida abundante em seus membros. Trata-se de um Princípio Bíblico. O estilo de vida que Deus deseja para o seu povo.
Grupo Familiar é uma necessidade na vida de cada cristão. Não existe vida espiritual profunda se não tivermos uma comunhão profunda com os nossos Irmãos, e isto só acontece com qualidade, se houver reuniões nos Lares.
A orientação que Deus deu para Jetro (Sogro de Moisés), E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo. Maiorais de mil e maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez. Êxodo 18:25, foi semelhante a orientação dada a Pedro, E todos os dias, no Templo e nas Casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo. Atos 5:42, para que cumprissem suas missões por meio de Pequenos Grupos, ou seja, Moisés colocou Líderes de 10, Pedro designou que se reunissem nos lares, em Pequenos Grupos. Desta forma, compreendemos na pratica, que somente por meio dos Grupos Familiares, é que os propósitos de Deus se cumprirão de forma eficiente.
A Igreja que não utiliza desta estratégia, não desfruta da abundância que Deus planejou para o Corpo de Cristo aqui na terra, pois para vivermos de forma saudável, temos necessidade de nos reunirmos nas casas.
Pr Lamartine Rezende Brito
Líder geral de GFs
01 - CEIA DO SENHOR
1 à 30 - FÉRIAS PASTORAIS
26 - ANIVERSÁRIO PASTORA ELIOENAI MEDEIROS
05 - CEIA DO SENHOR
11 - MADRUGADA COM DEUS
18 à 20 - CONGRESSO DO MINISTÉRIO DE JOVENS
04 - CEIA DO SENHOR
04 - GRANDE BATISMO NAS ÁGUAS
17 e 18 ESCOLA DE PROFETA CATEDRAL DA PAZ - PR. JOÃO RODRIGUES
02 à 29 - CAMPANHA DE DANIEL CATEDRAL DA PAZ
18 à 21 CONAMAD
05 - MADRUGADA COM DEUS
06 - CEIA DO SENHOR
11 - REUNIÃO COM LÍDERES DE GRUPOS FAMILIARES
13 - GRANDE BATISMO NAS ÁGUAS
03 - CEIA DO SENHOR
09 e 10 - ESCOLA DE PROFETAS (SEMESTRAL DE OBREIROS) CATEDRAL DA PAZ
29 à 01/07 CONEMAD-MT - ÁGUA BOA
02 à 07 - GRANDE VIGÍLIA (24 HORAS DE ORAÇÃO)
12/08 à 23/09 - CAMPANHA DAS SETE UNÇÕES - CATEDRAL DA PAZ
02 - CEIA DO SENHOR
07 - ANIVERSÁRIO PR JOSÉ FERNANDES
07 - CEIA DO SENHOR
13 - ANIVERSÁRIO PR ARY DANTAS
13 e 14 - INAUGURAÇÃO CATEDRAL DA PAZ
10 - MADRUGADA COM DEUS
24 e 25 - ESCOLA DE PROFETA CATEDRAL
01 e 02 - CONGRESSO DO MINISTÉRIO FEMININO
31 - REVEILLON GRANDE SANTA CEIA ÀS 20h
Sempre me pareceu estranho que o teólogo reformado R. C. Sproul começasse sua defesa do Preterismo moderado (do qual ele declaradamente é um dos adeptos) com uma citação do famigerado filósofo cético e ateu Bertrand Russell. Em seu livro The Last Days According to Jesus1 [Os Últimos Dias Segundo Jesus], Sproul parecia tentar agradar a Russell e seus seguidores com uma resposta à questão que Russel levantara sobre a divindade de Cristo. Ele tentou fazer com que a expressão não passará esta geração sem que tudo isto aconteça (Mt 24.33-34), se referisse à geração dos discípulos, alguns dos quais ainda eram vivos quando o exército romano (não o Anticristo, como mostra a profecia) destruiu a cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.
Russell, que corretamente demonstrara o fato de que aqueles discípulos não viram a volta de Cristo nem o cumprimento de muitas profecias proferidas naquele sermão do monte das Oliveiras, deu então um salto interpretativo para chegar à conclusão errônea de que Jesus não podia ser Deus em carne humana, visto que fracassara em cumprir aquela profecia durante o tempo de vida daqueles discípulos. Ao que parece, nunca lhe ocorreu que a expressão esta geração não era uma referência àquela geração de discípulos do primeiro século, mas sim uma alusão à geração que veria a seqüência de eventos do fim dos tempos que acontecerá conforme Jesus profetizou. Eu pessoalmente não acredito que Russell tenha sido movido por um forte desejo de identificar Jesus como o profeta que Moisés predissera ser o Messias em Deuteronômio 18.18-19. É provável que ele tenha sido influenciado pelos céticos acerca de Jesus que viveram em sua própria geração ou pelos racionalistas alemães ou, ainda, pelos céticos franceses que o antecederam, os quais negaram a divindade de Jesus e a inspiração sobrenatural das Escrituras. O uso equivocado que ele fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa descarada de tirar a credibilidade de Jesus.
O uso equivocado que Bertrand Russell fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa descarada de tirar a credibilidade de Jesus.
Essa é apenas uma das razões pelas quais o Pre-Trib Research Center [Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas], o Dr. Thomas Ice e tantos outros escritores eruditos abordaram esse assunto em livros, folhetos e periódicos. É importante que se faça isso, não pelo texto das Escrituras em si mesmo, mas por causa da interpretação errada. Uma das coisas básicas que aprendi no estudo da lógica é que se você começa um argumento baseado numa premissa falsa, chegará a uma conclusão falsa. Essa é a razão pela qual a primeira coisa que se faz num debate é averiguar a veracidade ou falsidade da premissa básica (i.e., primeira premissa).
Infelizmente, nossos amigos ligados à Igreja Reformada (na sua maioria, amilenistas ou pós-milenistas), que chegaram às suas conclusões em virtude de seu sistema teológico e não pelo sentido claro da interpretação das Escrituras, tentam ler nesse texto aquilo que simplesmente nele não está escrito. Erram em não aceitar a declaração feita por Jesus de que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça (v. 34) dentro de seu contexto, a qual refere-se à geração que veria os eventos que Ele acabara de profetizar. Jesus respondeu à pergunta levantada pelos discípulos em Mateus 24.3, ...que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século?. Contudo, os preteristas cometem o erro de pular falaciosamente para a conclusão de que Jesus se referia àqueles que estivessem vivos quando o templo fosse destruído. Daí, então, os preteristas ficam presos à obrigação de dizer, por exemplo, que Nero (o qual nunca esteve em Jerusalém para cumprir o que está escrito em 2 Tessalonicenses 2.8) é o Anticristo ou a besta de Apocalipse 13 (a qual ainda se manifestará no futuro) e que Satanás está preso. Alguns chegam mesmo a dizer que a Segunda Vinda de Cristo já aconteceu no ano 70 d.C. (ainda que tal cumprimento não preencha os requisitos das promessas feitas por Jesus acerca de Sua Vinda, muito menos do que foi predito pelos anjos e pelos apóstolos). A concepção de que estejamos vivendo hoje em dia no reino é ridícula; várias outras idéias, igualmente sem base nas Escrituras, têm sido por eles propagadas e parece que não se dão conta [do seu engano] (tudo isso tem sido cuidadosamente abordado nos livros e artigos escritos pelo Dr. Thomas Ice).
Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século. Sua motivação ao fazê-lo não é porque o texto bíblico em questão ensine isso, mas porque suas pressuposições teológicas o exigem; do contrário, teriam de abandonar suas crenças amilenistas e pós-milenistas. Aqueles que interpretam as Escrituras em seu sentido literal, a menos que os fatos do contexto imediato nitidamente indiquem o contrário, crêem, na sua esmagadora maioria, que Jesus voltará imediatamente após a concretização de muitos sinais que Ele apresentou nessa passagem como placas sinalizadoras em resposta às seguintes perguntas dos discípulos: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século (Mt 24.3).
"Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino."
Portanto, é importante examinar os eventos preditos por Jesus acerca de dias obviamente futuros, a fim de constatar se Ele aludia àquela geração do primeiro século ou fazia referência aos crentes que hão de contemplar os eventos profetizados. Estude a relação abaixo e chegue à sua própria conclusão.
A Introdução do Discurso no Monte das Oliveiras
• Mateus 24.4-5: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. Desde o momento da ascensão de Jesus aos céus, centenas de falsos cristos já apareceram.
• Mateus 24.6: E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras.... Desde que Jesus predisse isso, já houve, pelo menos, 12 mil guerras.
• SUA MENSAGEM: ...vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
Jesus Predisse Sinais Que Antecederiam a Tribulação
• Mateus 24.5: Porque virão muitos em meu nome [...] e enganarão a muitos. Centenas de falsos mestres apareceram em cena desde o primeiro século até agora.
• Mateus 24.7 O primeiro sinal ou dor de parto: Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino. Uma vez que a visão apresentada por Jesus neste versículo era de amplitude mundial, poderia ser uma alusão à I Guerra Mundial (1914-1917), a qual, historicamente, foi o primeiro conflito de proporções mundiais, iniciada por uma nação contra outra e que acabou por envolver as nações do mundo. ...e haverá fomes [a versão Almeida Revista e Corrigida acrescenta: ...e pestes,] e terremotos em vários lugares, que, literalmente, significa em vários lugares ao mesmo tempo. Isso ocorreu, pela primeira vez, depois da I Guerra Mundial. Nos idos de 1918 a 1920, a influenza foi provavelmente a peste mais letal do mundo em toda sua história. Os quatro elementos do primeiro sinal referiam-se à I Guerra Mundial.
• Mateus 24.8: ...tudo isto é o princípio das dores (i.e., dores de parto) ou sinais da Sua Vinda. É interessante que depois disso, muitos outros sinais do fim dos tempos começaram a aparecer Israel recebeu permissão para retornar à sua terra (em 1917, através da Declaração Balfour) e a Revolução Russa, que resultou no erguimento dessa nação como uma potência mundial, dentre outros sinais.
• Mateus 24.11: Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
• Mateus 24.12-13: E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo (ou seja, entrará no Milênio).
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.
• Mateus 24.14: E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Temos nos aproximado rapidamente do cumprimento dessa profecia à medida que o Evangelho se torna conhecido ao redor do mundo). Muitos expositores da Bíblia crêem que os versículos acima descrevem os primeiros três anos e meio do período da Tribulação, tratado detalhadamente nos capítulos 6 a 12 de Apocalipse.
A Grande Tribulação
• Mateus 24.15: Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel.... Esse texto ensina que a [segunda metade da] Grande Tribulação terá inicío no momento em que o templo for profanado e destruído.
• Mateus 24.21-22: porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. (Para mais detalhes sobre esses três anos e meio da Tribulação, leia Apocalipse 13 a 18, período esse após o qual Jesus Cristo voltará com poder para estabelecer Seu Reino, conforme os capítulos 19 e 20 de Apocalipse). Visto que nunca houve um tempo como esse na história, fica evidente que os versículos profetizam eventos ainda futuros.
• Mateus 24.24: Porque surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Embora a Igreja tenha ficado infestada de falsos mestres que alegam ser Cristo ou profetas, os tais nunca realizaram sinais e prodígios capazes de enganar até mesmo os eleitos. A batalha entre os seguidores de Satanás e do Anticristo contra o Espírito Santo e os servos de Deus, durante a última metade do período da Tribulação será a maior batalha da história deste mundo.
• Mateus 24.29-30: Logo em seguida à tribulação daqueles dias [...] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. O texto insiste em repetir veementemente que a Segunda Vinda de Cristo acontecerá imediatamente depois do pior período da história humana. Para qualquer leitor imparcial, a conclusão óbvia é a de que tal período ainda não ocorreu, mas aguarda sua concretização no futuro [...] futuro esse que, segundo a opinião de muitos, pode estar bem próximo.
Conclusão
A geração que, conforme os versículos 32-34, contemplará todas essas coisas, de modo nenhum podia ser a geração de discípulos que viveu no primeiro século. Infelizmente, até onde se sabe, Bertrand Russell morreu e foi sepultado com a enganosa concepção de que Jesus cometeu um erro ao profetizar que Sua geração veria a Segunda Vinda dEle, concluindo, assim, que as palavras de Cristo não eram confiáveis. Na verdade, Jesus se referia à geração acerca da qual os discípulos indagaram ao perguntarem: que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. Cristo descreveu esta geração como aquela que estará viva no momento em que sucederão todas estas coisas.2 Visto que muitos sinais, ao que parece, já começaram a se cumprir, todos nós deveríamos orar e trabalhar a fim de advertir as pessoas para que não percam a oportunidade de encontrá-lO na Sua Vinda para buscar a Igreja, por ocasião do Arrebatamento. Tenho certeza de que eu e você temos o mesmo desejo de que muitos não sejam Deixados Para Trás!
O Congresso da Basiléia e suas conseqüências
Naqueles memoráveis dias de 29 a 31 de agosto do ano de 1897, reuniram-se na cidade suíça às margens do Reno, pela primeira vez depois da destruição do Estado judeu há quase 2.000 anos, 197 representantes de 17 países para participarem do Primeiro Congresso Sionista. Aos congressistas reunidos no centro de convenções, o jornalista e escritor judeu Theodor Herzl falou em seu emocionante discurso:
"Somos um povo. Todos os povos têm uma pátria. Precisamos de uma pátria nacional para nosso povo. Por isso queremos lançar a pedra fundamental para a casa que um dia vai abrigar a nação judaica". Quando terminou seu discurso, Herzl foi entusiasticamente aplaudido. Muitos viam nele um "predestinado por Deus" e outros o novo "rei dos judeus". Muitos chegavam a considerá-lo o Messias.
Ao seu final, o Primeiro Congresso Sionista publicou um manifesto intitulado "O Programa da Basiléia", onde se lê, entre outras coisas, que: "O sionismo almeja para o povo judeu a criação de uma pátria na Palestina com garantias públicas e legais" (naquela época, a terra de Israel, sob domínio turco, era chamada dessa forma).
Três dias mais tarde, em 3 de setembro de 1897, Theodor Herzl escreveu em seu diário: "Se eu resumir o Congresso da Basiléia em uma única frase que evitarei falar publicamente ela seria: na Basiléia fundei o Estado judeu. Se hoje eu fosse falar isso em voz alta, uma zombaria universal viria como resposta. Talvez em cinco anos, mas certamente em 50 anos, cada um o verá." Com essas palavras, que soavam utópicas na época, Herzl parecia um verdadeiro profeta de Israel. Inconscientemente ele preparou o caminho para o cumprimento de grandiosas promessas bíblico-proféticas. Por isso, quando Herzl faleceu em 3 de julho de 1904, aos 44 anos de idade, o ideal sionista não morreu, nem desapareceu com ele a idéia de estabelecer outra vez, em terras bíblicas de Israel, um Estado judeu. Pois exatamente 50 anos mais tarde, em 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas decidiram repartir a "Palestina", a terra bíblica de Israel, em um Estado judeu e um Estado árabe. Com isso, a fundação de direito do Estado de Israel era um fato consumado dentro do direito internacional. Alguns meses mais tarde, em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel como continuação do Israel bíblico. Foi o acontecimento do século. Um acontecimento de mais significado e expressão na história mundial, no Plano de Salvação e no contexto dos tempos finais do que a chegada do homem à Lua.
Em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel como continuação do Israel bíblico.
É importante refletir sobre as origens bíblicas do sionismo e sua concretização histórica no século passado, bem como questionar seu significado atual e futuro. Pois, para nós cristãos, eles são extraordinariamente importantes em nosso posicionamento em relação aos judeus e ao Estado de Israel.
O que é sionismo?
A palavra "sionismo" não se encontra na Bíblia. Ela foi usada, pela primeira vez, pelo escritor judeu Nathan Birnbaum no ano de 1890 em uma revista hebraica. Apesar disso, o sionismo tem forte base bíblica. Ele é o retorno do povo judeu a Sião cumprindo o propósito divino:
"Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntá-los no meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel" (Ez 11.17).
"...vos levarei a Sião" (Jr 3.14).
"Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido" (Is 35.10).
"...e habitarão na sua terra" (Jr 23.8).
Deus é, portanto, o verdadeiro motivador do sionismo (bíblico). E Theodor Herzl foi Seu "profeta" na virada do século passado e contribuiu decisivamente para a realização do sionismo. Pois, o sionismo é a volta prometida e desejada por Deus do povo judeu para Sião.
Onde ou o que é Sião?
Segundo a Bíblia, Sião é primeiramente um monte. Ele se encontra em Jerusalém e é o monte do templo. Nele Deus habita (Is 8.18; 18.7). Desde então, o monte é o "axis mundi", o eixo, o centro mais sagrado do mundo.
Em um sentido mais amplo, Sião também é Jerusalém. Deus fundou a cidade como refúgio e pátria para Seu povo escolhido (Is 14.32). Desde então, Seu povo Israel habita ali (Is 10.24; 18.7). Jerusalém é também a cidade do culto a Deus em Israel (Is 33.20a). Nos tempos finais, os exércitos das poderosas nações mundiais vão lutar contra Sião (Is 29.8). Mas o Messias de Deus será o vitorioso e estabelecerá Sua residência em Sião (Is 24.23). Afinal, de Sião sairão a paz, a sabedoria, a justiça e os ensinamentos divinos para toda a humanidade (Is 2.3).
Além disso, Sião também é toda a terra de Israel entre o Mediterrâneo e o Jordão. É a terra de Deus, o visionário centro do povo judeu, o santo ponto de partida e de chegada de todos os caminhos de Deus pelos quais Ele dirige Seu povo e todos os demais povos da terra.
Desde sempre o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida.
Resumindo: Sião é a expressão de toda a esperança judaica, que aguarda o Messias nestes finais dos tempos e que anseia pelo Seu reinado de paz. Por isso o final do hino nacional de Israel, a "Hatikva" (Esperança), diz: "...em Sião, terra de Jerusalém".
O amor a Sião se torna movimento de libertação
Desde sempre o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida. Ele é comparável com a espera por Cristo que está voltando. Ambos exprimem confiança e fé nas promessas de Deus. Seu alvo comum é a salvação plena.
O sionismo sempre encontrou sua forma visível nos movimentos de libertação nacional do povo judeu. Quando os judeus, há 2.500 anos, foram expulsos de sua terra pela primeira vez, e choraram às margens dos rios da Babilônia e, em oração e na prática, buscaram caminhos e meios de voltarem para sua pátria, começou o movimento sionista.
O hino desses primeiros sionistas está gravado no Salmo 137.1-6: "Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria."
Quando os judeus, depois de um levante maciço contra o exílio, voltaram para a terra de seus antepassados, reconstruíram o templo e restabeleceram o seu país, isso foi sionismo posto em prática.
Em 132 d.C., quando [os judeus] se desvencilharam das forças de ocupação romanas pela última vez, na rebelião de Bar Kochba, e fundaram um novo Estado judeu, isso foi sionismo autêntico.
Quando, em 1882, os olim (imigrantes) começaram a regressar a Sião em dezenas e até centenas de milhares nos grandes movimentos de imigração (aliá), vindos principalmente de países árabes, africanos e asiáticos, e quando lutaram contra a resistência de turcos, ingleses, nazistas e árabes, voltando a Sião, isso foi sionismo dentro da vontade de Deus.
Quando, desde 1990, mais de 650.000 judeus dos países ex-comunistas e, a partir de 1991, mais de 140.000 judeus etíopes, os assim chamados "filhos de Salomão" (falashas), vieram a Israel em meio a grandes aventuras pelo caminho, isso foi sionismo messiânico, mesmo que cada regresso a Sião tenha tido sempre um componente político.
O sionismo não está morto
"Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos."
E esse sionismo continua. Pois ele é parte integrante e muito especial do plano divino no final dos tempos e de toda a história da salvação. Muitas pessoas, inclusive cristãs, afirmam que o sionismo está morto. Dizem que as promessas de Deus abrangem também uma terra (biblicamente, "montes de Israel") que pertence aos palestinos. Mas o firme propósito de Deus continua de pé e é muito explícito em relação à continuidade do sionismo: "Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos" (Is 56.8). Isso significa que os judeus que ainda se encontram espalhados pelos países do mundo também voltarão a Israel.
É por isso que a saudade por Sião, o anelo por Sião, é tão vívido no coração e na mente de todo judeu religioso. Quando vai comer, agradece pela comida e, ao mesmo tempo, pela terra que Deus deu a seus antepassados; agradece pela terra de Israel. No início de cada novo dia, ele ora a Deus e pede misericórdia para com Jerusalém, Sião, a morada de Sua glória, e, que os judeus possam voltar incólumes para sua terra.
Quando um judeu clama por chuva em Nova Iorque, Moscou ou Berlim, isso acontece na época em que os campos da Judéia precisam de água. Quando o judeu se rejubila nas festas de ação de graças, ele o faz na época em que se colhem os primeiros frutos em Israel. Em um casamento judeu, o noivo esmigalha uma taça com os pés, simbolizando que nenhuma alegria sobre a terra pode ser perfeita enquanto Sião não tiver ressurgido. E o ponto culminante de cada festa de pessah (páscoa) é a oração repetida todos os anos: "No próximo ano em Jerusalém!"
Por detrás dessa nostalgia por Jerusalém, por Sião, esconde-se uma saudade profunda e um anseio por Deus, pelo Messias, pela salvação de Israel.